Após oito dias de atuação na região noroeste do Ceará, arqueólogos da Inside Consultoria Científica apontam serem boas as condições dos registros contidos nos 35 sítios arqueológicos situados nas cidades de Sobral, Forquilha e Irauçuba, no trabalho de cadastramento e recadastramento iniciado no último dia 9, sob a responsabilidade do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão vinculado ao Ministério do Turismo.
Nesta semana, o trabalho prossegue em sua etapa final e agora no município de Granja. Lá, sete outros sítios serão submetidos à avaliação técnica, totalizando os 42 sítios arqueológicos que integram o projeto de pesquisa formulado pela Inside Consultoria em 2022. O trabalho de cadastramento e recadastramento envolve, entre outras informações, a reunião de dados de localização dos sítios.
Nos chamados painéis inscritos nas rochas e, em muitos dos quais, pontos de difícil acesso, mostram pinturas rupestres que remontam à época anterior à descoberta do Brasil. As pinturas podem ter sido feitas por índios de diversas etnias, de acordo com o projeto de pesquisa elaborado por profissionais da Inside. Tremembé, Cariús, Tabajara, Potiguar e Quixelô foram algumas das etnias relatadas no projeto de pesquisa da Inside Consultoria, empresa especializada e com 15 anos de mercado.
Registros fotográficos e captação de imagens em vídeos estão sendo feitas e fazem parte do levantamento arqueológico.“O balanço é satisfatório em função dos sítios terem sido encontrados. Muitos não tinham localização e por conversas com os moradores, como Célio Cavalcante e Francisco Aguiar, conhecedores da região, que muito ajudaram nas atividades”, afirma o arqueólogo e diretor da Inside Consultoria, Wagner Veiga.
“Ficamos satisfeitos também porque a maioria das pinturas está preservada, claro que algumas sofreram com a ação do tempo, o que é normal, e poucas com indícios de ação humana”, disse Veiga.
O diretor chama atenção para a necessidade de se fazer um trabalho de esclarecimento, conscientização e divulgação junto aos moradores. “Seria bom também fazer um trabalho de educação patrimonial, principalmente nesses sítios que possuem áreas de visitação, um trabalho para capacitar pessoas para se tornarem guias arqueológicos e guiarem as visitas turísticas”, vislumbra.
Relatório
Ao final da coleta dos dados e de todas as informações referentes aos 42 sítios, a empresa produzirá relatórios a serem entregues ao Iphan até o próximo mês de fevereiro. Além disso, serão elaborados mapas de localização dos sítios arqueológicos, muitos dos quais não haviam registros e qualquer informação. O levantamento técnico consiste ainda em reunir os dados georreferenciados e abastecer o sistema de cadastro do Iphan, de modo a possibilitar o acesso futuro às informações.
No domingo (15), a equipe esteve em Sobral, onde registrou pinturas rupestres na Lagoa das Pedras I e II, e Pedra do Letreiro. Dos 35 sítios visitados, a equipe arqueológica detalhou e coletou dados de 25 sítios em Sobral, cinco em Forquilha e a mesma quantidade em Irauçuba. Os primeiros a serem visitados foram Bilheiras I e Pedra da Andorinha I e II, localizados no distrito sobralense de Taperuaba.
Ação humana
Nos sítios Timbaúba e Timbaúba II, localizados às margens do rio Timbaúba, os arqueólogos tiveram acesso na sexta-feira (13) aos sítios devido o leito do rio está seco. “O sítio Timbaúba, a céu aberto, está bem preservado e sem muita modificação, diferente do Timbaúba II, localizado sob rocha, que sofre com a ação humana. Lá, encontramos restos de comida, vasilhas e restos de fogueira. As figuras possuem formas geométricas com coloração vermelha”, relata a arqueóloga da Inside Barbara Cardoso.
Texto – Sérgio Chêne
Foto – Sérgio Chêne
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